Monday, April 16, 2012

Produtores De Whisky Da Serra Gaucha Pedem Salvaguardas Contra o Importado

Numa surpreendente manobra, os produtores gauchos de whiskey prometem entrar com uma representacao na WTO contra os whiskeys escoceses e irlandeses. A noticia tem a ver com o artigo abaixo. 


16/04/2012 - 07h00

Uísque vira 'luxo acessível' para nova classe média

Maria Carolina Abe
Do UOL, em São Paulo
O aumento de renda dos brasileiros somado à disseminação de drinques feitos com uísque foi a receita certa para impulsionar o consumo do destilado no Brasil. As empresas responsáveis pela importação e distribuição de uísque comemoram os bons resultados e apostam em um potencial de crescer ainda mais, com a bebida virando um "luxo acessível". 
“Os fatores que estão influenciando esse cenário são o crescimento econômico do país, o crescimento da classe C e também a cultura de drinques com uísques, que vem se disseminando”, afirma Colin Kavanagh, diretor de marketing da Pernod Ricard Brasil. A multinacional francesa é responsável por marcas como Chivas, Teacher´s, Natu Nobilis e Ballantine’s.
Em 2011, a Pernod Ricard - registrou um crescimento de 40% no Brasil com suas principais marcas internacionais.

Fabricação do uísque escocês

Foto 4 de 29 - As exportações de uísque escocês bateram um novo recorde em 2011 e o mercado que mais cresceu, em termos de valor e de volume, foi o brasileiro. Na foto, especialista observa uma dose de uísque Divulgação/Scotch Whisky Association
O brasileiro está consumindo bebidas mais caras, segundo a Diageo, responsável pela marca Johnnie Walker, entre outras. A marca cresceu 30% no país no último ano fiscal e o Brasil foi o mercado que apresentou o maior crescimento para o uísque Johnnie Walker Red Label no mundo. 
A marca Ballatine’s registrou crescimento de 24%. Já a Chivas (entre R$ 100 e R$ 1.400) teve alta de 42% nas vendas por aqui.
A bebida “está na moda” e é um “símbolo de status”, diz a gerente de comunicação da  Scotch Whisky Association (Associação de Uísque Escocês), Rosemary Gallagher.

Saturday, April 14, 2012

A Conversa Mole Que Vem Da Serra Gaucha

Em janeiro ultimo dei uma passada na serra gaucha para ver se aprontava meu vinho, para rever alguns amigos, para conhecer novos vinhos, em suma, para saber mais sobre o meu negocio.


Fiz uma visita técnica a Salton. Vi a fabrica (tem que chamar aquilo de fabrica) por dentro nos mínimos detalhes. Uma mega fabrica com tudo do bom e do melhor la dentro (digo em relação aos equipamentos).


Alguem acha realmente que falta modernidade na serra? Que não podem competir com os importados se dependerem só da tecnologia? Cascata.


Visitei vários produtores de uvas também. Vi uvas lindas e muito parreiral bem cuidado, tanto de uvas americanas quanto de uvas europeias. Alguém acha que as uvas que estavam ali não tem condição de competir com as importadas? Cascata


As vinícolas grandes pedem salvaguardas para ajeitar, remodelar, reformar os parreirais para produzir vinhos melhores. Alguem acha que realmente vão erradicar as uvas americanas que tanto vinho e volume (e LUCRO) dão as grandonas para plantar uvas europeias? Cascata. As uvas americanas produzem a mesma porcaria lucrativa ano sim, ano sim, ano sim. Nao vao matar a galinha que poe ovos de platina.


Muitas uvas são compradas de terceiras. MUITAS UVAS, fato bem comum no mundo todo. Alguem acha que as grandes vinícolas vão interferir na lavoura alheia dizendo o que eles tem que fazer ou não? Cascata. 


Quem falou que os bancos vão automaticamente financiar essa reforma que estão prometendo apos a publicação da salvaguarda? Ou alguém ai acha que banqueiro é trouxa de emprestar dinheiro para gente em péssima situação financeira ou incompetente?


Vamos fazer essa aposta. Nunca mais tomo vinho importado se as vinícolas realmente usarem o salvaguarda para fazer o que estão prometendo. Caso contrario mantenho meu boicote.



Friday, April 13, 2012

Salvaguardas Ja Provoca Aumento de Precos

E os aumentos ja começaram. Pensa numa linha de vinhos que vende muito. MUITO. O que você acha que a importadora e/ou produtora esta fazendo nesse momento? Vendendo tudo que tem ou segurando os estoques ou ainda segurando o estoque e aumentando os preços?


Acertou quem falou a ultima alternativa.


Que disposição.










Thursday, April 12, 2012

Retratos de Um Pais Rico. Brasil

Rico no que?

Euro News. Se Preparem

Artigo escrito hoje no Financial Times pelo G. Soros. Talvez a amiga do Doni Franca queira ler isso. Uma geracao inteira pode ficar de fora do mercado por muito tempo. Ja ha muita gente passando fome.

Dando um tempo no vinho por agora.

4/12/12


By George Soros
Far from abating, the euro crisis has recently taken a turn for the worse. The European
Central Bank relieved an incipient credit crunch through its longer-term refinancing
operations. The resulting rally in financial markets hid an underlying deterioration; but
that is unlikely to last much longer.

The fundamental problems have not been resolved; indeed, the gap between creditor
and debtor countries continues to widen. The crisis has entered what may be a less
volatile but more lethal phase.

At the onset of the crisis, the eurozone’s break-up was inconceivable: assets and
liabilities denominated in the common currency were so intermingled that it would have
caused an uncontrollable meltdown. But, as the crisis has progressed, the eurozone has
been reoriented along national lines.

The LTRO enabled Spanish and Italian banks to engage in very profitable and low-risk
arbitrage in their own countries’ bonds. And the preferential treatment received by the
ECB on its Greek bonds will discourage other investors from holding sovereign debt. If
this continues for a few more years, a eurozone break-up would become possible
without a meltdown – but would leave creditor countries’ central banks holding big
claims that would be hard to enforce against debtor countries’ central banks.
The Bundesbank has seen the danger. It is now campaigning against the indefinite
expansion of the money supply, and it has started taking measures to limit the losses it
would sustain in a break-up. This is creating a self-fulfilling prophecy: once the
Bundesbank starts guarding against a break-up, everybody will have to do the same.
Markets are beginning to reflect this.


The Bundesbank is also tightening credit at home. This would be the right policy if
Germany was a freestanding country, but the eurozone’s heavily indebted members
badly need stronger demand from Germany to avoid recession. Without it, the
eurozone’s fiscal compact, agreed last December, cannot possibly work. The heavily
indebted countries will either fail to implement the necessary measures or, if they do,
they will fail to meet their targets because of collapsing demand. Either way, debt ratios
will rise, and the competitiveness gap with Germany will widen.

Whether or not the euro endures, Europe is facing a long period of economic stagnation
or worse. Other countries have gone through similar experiences. Latin American
countries suffered a lost decade after 1982, and Japan has been stagnating for a quarter
of a century; both have survived. But the European Union is not a country and it is
unlikely to survive. The deflationary debt trap threatens to destroy a still-incomplete
political union.

The only way to escape the trap is to recognise that current policies are
counterproductive and change course. I cannot propose a cut-and-dried plan, only some
guidelines. First, the rules governing the eurozone have failed and need radical revision.
Defending a status quo that is unworkable only makes matters worse. Second, the
current situation is highly anomalous, and exceptional measures are needed to restore
normality. Finally, new rules must allow for financial markets’ inherent instability.
To be realistic, the fiscal compact must be the starting point, although some obvious
defects will need to be modified. The compact should count commercial as well as
financial debts and budgets should distinguish between investments that pay and
current spending. 

To avoid cheating, what qualifies as investment should be subject to
approval by a European authority. An enlarged European Investment Bank could then
co-finance investments.

Most important, some new, extraordinary measures are needed to return conditions to
normal. The EU’s fiscal charter compels member states to reduce their public debt
annually by one-twentieth of the amount by which they exceed 60 per cent of gross
domestic product. I propose that member states jointly reward good behaviour by
taking over that obligation. They have transferred to the ECB their seignorage rights,
valued at €2tn-€3tn by Willem Buiter of Citibank and Huw Pill of Goldman Sachs,
working independently. A special-purpose vehicle owning the rights could use the ECB
to finance the cost of acquiring the bonds without violating Article 123 of the Lisbon
treaty.

Should a country violate the fiscal compact, it would be obliged to pay interest on all or
part of the debt owned by the SPV. That would surely impose tough fiscal discipline.
By rewarding good behaviour, the fiscal compact would no longer constitute a
deflationary debt trap. The outlook would radically improve. In addition, to narrow the
competitiveness gap, all members should be able to refinance existing debt at the same
interest rate. But that would require greater fiscal integration. It would have to be
phased in gradually.
The Bundesbank will never accept these proposals, but the European authorities ought
to take them seriously. The future of Europe is a political issue: it is beyond the
Bundesbank’s competence to decide.
The writer is chairman of Soros Fund Management. His latest book is titled ‘Coming4/12/12 Europe’s future is not up to the Bundesbank - FT.com

© THE FINANCIAL TIMES LTD 2012 FT and ‘Financial Times’ are trademarks of The Financial Times Ltd.
Soon: Financial Turmoil in Europe and the United States’

Wednesday, April 11, 2012

Retrato Da Miseria Espanhola.

5 minutos de silencio. Isso sim he crise de verdade.

7 fatos alarmantes sobre a crise na Espanha

Altos índices de desemprego e de famílias vivendo abaixo da linha da pobreza refletem os custos da crise para o povo espanhol

Daniela Moreira, de 
São Paulo – Diante do desafio de reduzir o déficit público e tirar o país da crise, o governo espanhol anunciou cortes severos e aumento de impostos no início deste mês.
As medidas impõem altos custos aos cidadãos espanhóis, que já enfrentam níveis alarmantes de desemprego e aumento no número de famílias vivendo abaixo da linha da pobreza ou muito próximo dela.
Confira alguns números que ilustram o tamanho do problema: 
1. Cortes
No final de março, o governo anunciou cortes de gastos e aumentos de impostos que devem reforçar os cofres públicos em 27 bilhões de euros em 2012. O objetivo é conseguir reduzir o déficit público para 5,3% do PIB neste ano e 3% em 2013 – no ano passado, o número ficou em 8,5%. O pacote de austeridade é o mais severo em 30 anos, desde a transição do país para o regime democrático.
2. Mais cortes
Nesta semana, um novo corte de 10 bilhões de euros foi anunciado. As medidas devem impactar principalmente os investimentos em educação  e saúde no país.
3. Desemprego
Metade dos jovens espanhóis com menos de 25 anos estão desempregados. O nível de desemprego no país já está em mais de 24%. Ao todo, mais de 4,7 milhões de pessoas estão sem emprego.
4. Pobreza
Um quinto das famílias espanholas já está vivendo abaixo da linha da pobreza (com renda anual inferior a 8 mil euros por pessoa) e quase um terço tem dificuldades para pagar as contas no final do mês, segundo aCaritas Espanha.

5. Privação
Mais de meio milhão de residências espanholas não tinha qualquer tipo de renda em 2011, segundo o mesmo estudo, e mais de 30 mil espanhois estavam vivendo nas ruas.
6. Imóveis desvalorizados
O valor dos imóveis no país já caiu 25% sobre o valor de pico e deve recuar mais 15% entre 2012 e 2013, segundo um analista da Societe Generale.
7. Crescimento negativo
Segundo a agência de classificação de risco Standard & Poor's, a Espanha será o único dos grandes países da União Europeia com crescimento negativo em 2013.

Dica Cultural. Uma Vez Na Vida, E So

Sabado de Halelujha. Jesus no ceu, Judah sendo malhado no Bixiga e eu visitando museus em SP, das kapital.

Creio que o tal museu do Ipiranga retrata bem o estado atual, passado e futuro da cultura no Brasil. Uma eca em termos de acervo, de obras, de historia, de reliquias, de memoria.

Lugar bonito que me lembra varios jardins, parques e pracas da europa, mas caceta, quanta coisa que nao vi la.

Quando vao comecar a trabalhar melhor a memoria do pais?

Valeu a visita? Sim. Volto la?

Que disposicao.


Tuesday, April 10, 2012

Porque A Salvaguardas Vai Melhorar O Nivel Dos VINHOS IMPORTADOS.


Esse humilde blogueiro vai contar para voces porque o salvaguardas e o boicote vao falhar. Mais uma hipotese que acho que tem fundamento.

Enquanto participava de uma sessao do descarrego a seguinte ideia me veio a minha linda cabeca:

  1. A reacao do mercado contra o controle imposto pelo governo mais os que zurram da serra. Essa todos sabem. Boicote neles. Controle gera contra-controle. Nada de novo aqui


  1. Mas com a politica de limitacao de volumes, com o aumento da burocracia, com o aumento dos custos dos vinhos a serem importados uma coisa muito legal vai acontecer:


As importadoras terao que priorizar os melhores vinhos pelo preco. Me explico:

Hoje terei que decidir se importo minha cota. Minha cota (supostamente) sera de 3,000 garrafas ano. Vou importar vinho vagabundo ou vinho de otima faixa custo beneficio (para compensar os rotulos, as analises quimicas, o custo porto, etc etc?)

Claro que vou pegar um otimo vinho de 2, 3, 4, 5 euros  para importar. O mercado ficara abastecido de vinhos BONS deixando de lado os vagabundos ou os mais caros (que sempre sao os de menor volume).

Assim os gauchos continuarao a se ferrar, ainda por cima melhorando o nivel dos importados no pais.


QED.

Pergunta seria: Isso faz sentido?

Monday, April 9, 2012

Velhos Habitos. Velhas Caras

Parece que o mercado no Brasil precisa de novas caras mesmo. Essa turma que esta ai nao tem jeito... vejam que perola que aconteceu comigo sexta passada (sim, trabalhei, e dai? Sera que vou para o inferno?).



Importadora mega-gigante impoe a restaurante que 70% da carta de vinhos he dela ou entao nao tem negocio.

Como ainda existe gente que pensa e age assim por ai? Nao quero saber se voce tem super fatia do mercado ou nao, se tem aquela vinicola argentina que todo mundo conhece. 

Trouxa, cuidado, pois o mundo da voltas.

Acabei pegando boa parte da carta somente porque nao imponho condicao nenhuma, a nao ser que o pagamento seja feito al dia.

Que disposicao.






Azeite De Oliva Brasileiro. E Ai?

Azeite de oliva he como vinho, suco de uva, cerveja. Precisa de producao pequena, de clima especial para producao (lupulo por exemplo no caso da cerveja). Em suma, precisa do tal de terroir. Por isso sou um descrente sempre que falam em azeite nacional. Sera como o vinho, que em pequenos lugares e volumes (e safras ocasionais) pode ate ser bom. Ate la me pergunto se os produtores nacionais vao querer salvaguardas contra o azeite importado tambem, assim como os picaretas da serra.


Valor de hoje.



Azeite de oliva ganha força no reino do café

Por Marcos de Moura e Souza | De Maria da Fé (MG)
Marcos de Moura e Souza/Valor / Marcos de Moura e Souza/ValorLuiz da Costa mostra a máquina extratora da Epamig: "colhi este ano cerca de 12 mil quilos do fruto, o que rende mais ou menos 2 mil litros do óleo de oliva".
Há sete anos, quando os primeiros produtores com fazendas no sul de Minas Gerais começaram a plantar oliveiras, a iniciativa ainda tinha ares de experiência. A planta não tem tradição na região. O café domina parte das terras mineiras da Serra da Mantiqueira. Mas os produtores de oliva insistiam e apostavam que dali a alguns anos teriam um novo e lucrativo produto nas mãos: azeite de oliva extra virgem. E eles estavam certos.
Seus primeiros litros de azeite surpreenderam amigos e conhecidos. Quem testa o mercado em pequenos eventos gastronômicos da região, vende garrafinhas de 250 ml por R$ 50. E agora estão transformando, de fato, a experiência em negócio. Um negócio que recentemente chamou a atenção até de um grande grupo, a Brascan.
"Importei uma máquina da Itália que tem capacidade para prensar até 1.000 quilos de olivas por hora", diz Luiz da Costa. "Estou me preparando para ter já no ano que vem uma marca própria." A extratora de Costa ainda está para chegar. Em sua propriedade em Camanducaia (MG), Costa colheu este ano cerca de 12 mil quilos do fruto - o que rende mais ou menos 2 mil litros do óleo. Em 2013, com o número maior dos seus 10 mil pés frutificando, sua produção será maior. A máquina extratora que até agora atende a ele a à maioria dos produtores da região fica numa pequena sala azuleijada na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no município de Maria da Fé.
No fim de março, quando a reportagem visitou o local, a máquina - que prensa 100 quilos por hora - funcionava, literalmente, sem parar. Com produtores chegando a toda hora, a equipe da Epamig e sua máquina faziam turnos aos sábados e domingos e durante a semana o expediente ia até a noite. A colheita da oliva é feita entre fevereiro e março e o ideal é que ela seja prensada no mesmo dia para a extração do azeite.
Foi a própria Epamig quem em 2004 começou a estimular o plantio de oliveiras. A empresa tinha algum know-how com a cultura desde os anos 50, mas nunca havia dado muita prioridade ao assunto. Em 2005, cerca de 10 mil pés foram plantados na região de Maria da Fé numa área que somava 20 hectares.
Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios - 40 deles em Minas e dez, em São Paulo, diz Nilton Caetano Oliveira, que encabeça os trabalhos com azeite e oliva no órgão e tem sido o principal incentivador da cultura no Estado. Uma associação dos produtores de oliva também está trabalhando na criação de uma marca própria. A acidez do azeite do sul de Minas está em média em 0,4%. Uma produtora já conseguiu chegar a 0,2%. Além do sul de Minas, azeite de oliva também tem sido produzido no Rio Grande Sul, diz Nilton Oliveira.
Newton Kraemer Litwinski, um geólogo de 62 anos que está transferindo sua empresa para os filhos, também investiu em oliveiras e agora trabalha para entrar no mercado de azeites. Planeja importar uma extratora ainda este ano e já iniciou os trâmites nos órgãos reguladores para ter aprovado o prédio que está erguendo em Delfim Moreira (MG) de onde sairá sua produção.
Filho de um paranense (que não teve muita sorte com as oliveiras que chegou a cultivar), Litwinski achou na Mantiqueira um microclima apropriado para oliveiras. Solo rochoso, chuvas bem distribuídas, 200 horas de geada por ano e muita insolação. Litwinski começou a plantar em 2009. Todas oliveiras orgânicas, diz. Os primeiros litros de suas olivas saíram no ano passado.
"O azeite que está sendo produzido na região não é um azeite de prateleira de supermercado. Esses azeites nem sempre são extraídos na primeira prensa. O azeite que estamos trabalhando, assim como o pessoal da Epamig, é um azeite equivalente aos artesanais produzidos na Itália, Portugal e na Grécia", diz Litwinski. Na Europa, produtos dessa estirpe são vendidos a € 100, diz ele.
No sul de Minas, os primeiros litros estão sendo vendidos em feiras e eventos gastronômicos por R$ 200 o litro - e garrafinhas de 250 ml por R$ 50.
Fazendo as contas: pelo valor de hoje, daqui a quatro anos, quando as oliveiras do sul do Estado estiverem todas no ponto e produzindo 8 mil toneladas de olivas, o que rende 500 a 600 mil litros, o negócio do azeite na região movimentará de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões. A safra deste ano produziu 30 toneladas e 3,5 mil litros do óleo.
Quem está mais adiantado, prospecta um mercado de nicho. "Vou procurar restaurantes de luxo. Quero mostrar o azeite que teremos no ano que vem para o Alex Atala [chefe de cozinha], levar o produto a lojas especializadas em vinhos e butiques", diz Luiz da Costa. É um caminho semelhante ao que outros produtores querem trilhar.
"Estamos analisando a possibilidade de entrar no negócio", diz Renato Cavalini, presidente da BrascanAgri, braço da Brascan, da multinacional canadense Brookfield. A empresa possui uma área de 600 hectares em Delfim Moreira "A área das nossas terras que seria a mais adequada para oliveiras está hoje com pinus. Estamos fazendo estudos, nos aproximando do pessoal da Epamig", diz Cavalini.
Se a empresa decidir que o negócio é viável, diz o executivo, não será em nichos de luxo que a empresa buscará seus clientes. "Se plantarmos 100 hectares, seremos provavelmente os maiores produtores do Brasil. Me daria por satisfeito se tivéssemos contratos de fornecimento com empresas como a PepsiCo ou a Nabisco ". Enquanto a empresa estuda o caso, Cavalini avalia a experiência do sul de Minas assim: "É uma realidade na região e é um negócio promissor.

Sunday, April 8, 2012

De Volta Aos Anos 70. Uebaaa. Salvaguarda e Boycott News


PROTECIONISMO - 30/03/2012 16h46 - Atualizado em 04/04/2012 13h21
TAMANHO DO TEXTO

A liga antivinho

Preços baixos e oferta alta ajudaram a criar uma cultura da bebida no Brasil. 
Mas medidas protecionistas podem acabar com a “tacinha” nossa de cada dia

JOSÉ FUCS
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Nos últimos anos, tomar um bom vinho, no Brasil, deixou de ser um hábito restrito a um pequeno grupo de consumidores. “Nunca antes neste país”, como diria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bebeu-se tanto vinho quanto agora. Desde 2005, o consumo de vinhos finos passou de 59,4 milhões para 92,2 milhões de litros por ano, segundo a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), a entidade que reúne os produtores nacionais – um aumento de 55%, o dobro do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no período.
PLURALISMO Um consumidor de vinhos escolhe entre centenas de rótulos, em São Paulo. Será uma cena fadada a desaparecer?  (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Com a explosão do consumo, a oferta se diversificou. Em 2011, foram vendidos no Brasil vinhos procedentes de 30 países. As lojas especializadas se multiplicaram. Os supermercados, mesmo os mais populares, destinaram espaços exclusivos para a bebida. Nos restaurantes, pedir uma “tacinha” para acompanhar a refeição virou prática comum para um número cada vez maior de brasileiros. Uma espécie de cultura do vinho, praticamente inexistente até pouco tempo atrás, prosperou. Os cursos para profissionais e apreciadores pipocaram em todo o país. As adegas climatizadas tornaram-se um objeto do desejo. Em meio a essa febre do vinho, surgiu até a figura bizarra do “enochato”, uma espécie de caricatura do novo consumidor da bebida. O “enochato”, na ânsia de se passar por conhecedor, abusa de maneirismos que, nos países com forte tradição na área, como França e Itália, só se observam em sofisticadas sessões de degustação.
De repente, este novo Brasil que ama o vinho está em xeque. Como já aconteceu com as indústrias automobilística, naval e de brinquedos, o governo poderá adotar medidas protecionistas, para limitar a concorrência dos importados, em resposta a um pedido feito pelos grandes empresários do setor. Em vez de aproveitar a popularização do vinho no país da cerveja e da cachaça, eles defendem a imposição de “salvaguardas” para proteger a produção nacional. A justificativa é que o aumento recente do consumo se deu em cima dos importados, sem trazer benefícios para a indústria local.
A preferência do consumidor (Foto: reprodução)
Segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), principal interlocutor dos grandes fabricantes do Rio Grande do Sul, onde se concentram 90% da produção do país, os vinhos nacionais representavam 36,9% das vendas de vinhos finos. Hoje, representam apenas 21,2%, embora em valores absolutos a queda não tenha sido grande (leia o gráfico acima). “Queremos apenas garantir que o vinho nacional não desapareça do mercado”, diz Carlos Paviani, diretor executivo da Ibravin. 
Os empresários gaúchos, apoiados pelo governador do Estado, Tarso Genro, do PT, e pela bancada gaúcha no Congresso Nacional, parecem contar também com a simpatia da presidente Dilma Rousseff. Ela prometeu levar adiante as reivindicações dos produtores durante a 29a Festa Nacional da Uva, realizada em Caixas do Sul, no interior gaúcho, em meados de fevereiro. “Estejam certos de que têm na presidenta uma parceira”, afirmou na ocasião.
Os grandes produtores defendem o estabelecimento de cotas de importação por país durante pelo menos cinco anos, além da elevação das alíquotas dos importados, dos atuais 27% para 55%. Até os vinhos do Chile, hoje beneficiados por um acordo bilateral, poderão ser penalizados. “Vamos voltar aos tempos do garrafão”, diz Mario Telles, vice-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers.
Do jeito como o assunto está sendo tratado pelos produtores e pelo governo, parece que tanto faz beber um vinho daqui ou dali. Só que, no mundo dos vinhos, o conceito de “similar nacional” não é aplicável como em outros produtos. Cada região tem clima e solo diferentes. As uvas também têm características distintas, e cada safra é diferente da outra. “O vinho não é uma commodity”, diz Adilson Carvalhal Junior, dono da importadora Casa Flora e presidente da Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba). “A ideia de que, se o consumidor não encontrar o vinho que lhe interessa, vai tomar qualquer um não existe. O mundo do vinho vive da diversificação.”
Caso as medidas propostas pelas grandes vinícolas sejam aprovadas, haverá certamente uma redução na oferta de importados. Os preços dos vinhos estrangeiros subirão. Com a diminuição da concorrência, os produtores nacionais também terão margem para aumentar um pouco seus preços. No final, quem vai pagar a fatura, como sempre, será o consumidor, que terá de desembolsar mais para comprar o mesmo produto, se é que haverá oferta suficiente para atender à demanda. A saída será encher o carrinho no free shop, tanto aqui como lá fora, até o limite de US$ 500 per capita.
Em sua página no Facebook, a chef Roberta Sudbrack, dona de um restaurante que leva seu nome no Rio de Janeiro e ex-comandante da cozinha do Palácio da Alvorada no governo Fernando Henrique, publicou o nome das vinícolas envolvidas no lobby contra os importados, como Miolo, Aurora e Casa Valduga. Ela está fazendo campanha em defesa de um abaixo-assinado contra as salvaguardas, que já conta com milhares de assinaturas. Roberta também retirou da carta de seu restaurante os vinhos de produtores que apoiam a limitação das importações. “A equação é muito mais simples do que parece: acredito que, quanto mais acesso ao vinho o brasileiro tiver, mais interesse por ele terá. O resultado beneficiará a todos, principalmente ao vinho nacional”, diz ela.

Saturday, April 7, 2012

Suco De Uva Integral. Tudo Igual? Mitos e Verdades

De tempos em tempos preciso reciclar alguns assuntos aqui. Primeiro porque he bom relembrar as pessoas de certas coisas; segundo porque ha gente nova entrando aqui; e terceiro porque sempre ha novidades no assunto.

Para os novos aqui recomendo a leitura desse link CLICAR AQUI. Dentro do link ha outro otimo que esclarece duvidas sobre suco de uva, nectar, etc.

Agora para o fato do dia (dia so so....).

Suco de Uva Integral. 1 litro por R$ 9.70 no hortifruti de Higienopolis (nao chamo a rede pelo nome dela atual).

Comparei o suco com um que vendo e recomendo para clientes que custa R$ 7.90 500ml.  Compensa pagar o dobro?

Suco de uva bom he igual a vinho bom. Vem de uvas boas. Suco de uva bom vem de empresa que fabrica pouco, escolhe as uvas, processa tudo em pouco tempo. Entao se o criterio for gosto, fico com o mais caro. R$ 5.00 nao podem fazer tanta falta assim.

Grandes volumes comprometem a qualidade, o gosto. It's that fucking simple, stupid.

Vou botar o suco de uva tabajara no freezer e usa-lo nas minhas pedaladas.


Thursday, April 5, 2012

Dica Cultural. Das Melhores

Leitor daqui nao perde tempo com BBB, Gluglu, Fausto Silva e outros programas (sic) de TV. Alias, não perde tempo com TV.


Vai aqui um torpedo para você aumentar sua cultura e me agradecer para o resto da vida. Prometo. Um mega livro.


Nothing to Envy, LINK AQUI Fantástico.


Paguei ridículos U$ 9.99 pelo livro no KINDLE, mas tente achar nas livrarias do Brasil esse livro se não quiser comprar direto da amazon (livro pode ser importado sem imposto).


Nao percam a chance de ler isso. Eu nao consegui parar de ler.